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Recomendações aprovadas: O doente no centro da decisão

O Parlamento da Saúde aprovou estas propostas da Comissão O Doente no Centro da Decisão. Os trabalhos agora podem continuar de forma mais sustentada no único grupo que teve uma medida chumbada

1.Criação do registo único do doente, por permissão do mesmo, com os devidos mecanismos de segurança garantidos e com permissão de acesso diferenciada para diferentes profissionais de saúde, onde estará integrada toda a informação relevante de saúde, que possa ser útil no seu contacto com as diferentes unidades (público e privado incluídos) e profissionais de saúde;

2.Definição da figura do gestor/consultor de percurso, dentro da equipa de saúde (ex:. Médico de família) que possa aconselhar e acompanhar os utentes e familiares ao longo da sua doença, nos diversos momentos de interação com o sistema de saúde e os seus profissionais, sempre que adequado, em questões de âmbito clínico ou social;

3.Promover maior eficiência na comunicação não presencial entre os cidadãos e os profissionais de saúde, tirando o máximo de partido das novas tecnologias, respeitando sempre a essencial relação presencial quando necessário;

4.Criação do papel de Assistente médico, com papel relevante em aspetos não estritamente clínicos, libertando o médico para uma otimização da relação com o doente. Terá de ser garantida formação adequada para esta função;

5.Garantia de tempo adequado para a relação cidadão com os profissionais de saúde, especialmente médicos nos diversos contextos clínicos, incluindo cuidados primários de saúde;

6.Promover o efetivo envolvimento de doentes e/ou associações devidamente creditadas para sua representação, no planeamento, desenvolvimento e (re)construção de novas unidades de saúde, garantindo-se que as suas prioridades e legítimas preocupações são tidas em consideração, para melhorar a qualidade dos serviços prestados;

7.Melhorar a articulação entre as diferentes unidades de saúde incluindo o sistema de financiamento integrado para cuidados primários, hospitalares e cuidados continuados, para uma determinada região;

8.Integrar a satisfação dos doentes, devidamente validada, na avaliação e financiamento das unidades de saúde;

9.Reforçar a formação dos Profissionais de Saúde, no pré e pós graduado em Comunicação, liderança e competências humanas; Organização dos Sistemas de Saúde e percurso do cidadão no sistema de Saúde; Gestão e economia de Saúde; Formação digital em Saúde;

10.Integrar na seleção para cursos de saúde, particularmente medicina, a avaliação de competências Humanas e relacionais;

11.Integrar de forma obrigatória, formação certificada e avaliação pedagógica dos docentes Universitários de Saúde;

12.Reforçar a formação conjunta entre Profissionais ligados a áreas de Saúde, como forma de estimular o trabalho de equipa, multidisciplinar e entre diferentes instituições e níveis de cuidados;

13.Melhorar a formação dos Economistas e Gestores de Saúde no processo de decisão em saúde;

14.Reforço de investimento na formação e implementação de equipas de gestão de risco e de segurança do doente, em todas as unidades de saúde;

15.Implementação de inovadora estratégias formativas que reforcem o contacto entre formando e doentes;

16. Envolver doentes, de forma ponderada, nos processos formativos e avaliativos dos profissionais de saúde, incluindo avaliação objetiva de competências (ex:. Objective Structured Clinical Examination – OSCE);

17.Utilizar estratégias de marketing social na promoção da saúde e prevenção da doença, como ferramenta para aumentar a literacia em saúde da população portuguesa e promover a adoção de comportamentos saudáveis para o cidadão/comunidade e sustentáveis para o SNS;

18.Criação de uma plataforma/rede de Associações que permita a transferência de competências e ferramentas, criando parcerias com base na identificação de objetivos comuns, para que seja mais efetivo o seu impacto nas políticas de saúde;

19.Implementar um sistema de financiamento dos cuidados de saúde assente no valor que os cuidados de saúde produzem para o doente.