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Uma ideia para aplicar na saúde? A criação de um programa nacional de literacia para a saúde

Ana Marta Cunha tem a base do seu trabalho na área de compliance e ética. E por isso não teve dúvidas na hora de escolher a comissão neste projeto, que tem sido “um desafio muito interessante”. Explicou que está muito motivada com o projeto e que tem trabalhado muito nele

O que a fez querer participar neste projeto?

É um projecto inovador e único em Portugal. Nos próximos seis meses irei estar em contacto com pessoas que têm diferentes perspetivas e experiências do setor da saúde. Sem dúvida que me enriquecerá pessoal e profissionalmente.

Em que medida a sua experiência pessoal é uma mais-valia para o Health Parliament?

Uma das mais interessantes características deste grupo é a diversidade de experiências e vivências. Acredito que a minha experiência profissional, numa empresa farmacêutica, é também ela essencial para o debate. As empresas farmacêuticas fazem parte do setor e desempenham um papel crítico, por isso têm de integrar a discussão.

Qual a melhor característica da saúde em Portugal? E a pior?

Acredito na universalidade do acesso à saúde, sendo esta, para mim, a principal característica a preservar. Em oposição, aponto a crescente dificuldade de acesso a terapêuticas e procedimentos de ponta, tanto em comparação com outros países europeus como dentro do próprio país, onde podemos verificar um aumento de assimetrias regionais.

Dê uma ideia concreta para aplicar na saúde.

A criação de um programa nacional de literacia para a saúde. O aumento do conhecimento em saúde pela população portuguesa permitirá a médio/longo prazo um aumento da prevenção da doença e um melhor estado geral. Irá igualmente permitir que, enquanto doentes, possamos estar mais envolvidos na decisão e sermos uma parte relevante no sucesso do tratamento. Prevenção e eficiência no tratamento são para mim dois dos pilares fundamentais para a sustentabilidade de um SNS universal.