Notícias

"Impulso de querer contribuir para o debate das políticas públicas de futuro"

A presidente da Comissão de Ética não escolheu este grupo como primeira opção, contudo agora reconhece que “foi um feliz acaso”. Inês Campos Costa demorou-se em elogios ao grupo a que preside e ao tema que, além de um interesse profissional, lhe suscita um interesse pessoal. A médica trabalha na indústria farmacêutica e sabe que tanto na prática clínica como em todas as outras áreas da medicina “há uma multiplicidade de questões que se cruzam com a ética. Estão sempre em tudo o que está relacionado com a saúde”

O que o fez querer participar neste projeto?

Encaro este projeto como um estimulante desafio que interpela a minha consciência cívica. Os grandes temas que se colocam ao setor da saúde nos anos vindouros são, na verdade, um tópico apaixonante, não só pelos obstáculos que terão de ser enfrentados, mas também pelas imensas oportunidades que o futuro nos abre.

Em que medida a sua experiência pessoal é uma mais-valia para o Health Parliament?

A minha formação académica na área da medicina, o meu percurso no mundo empresarial e a minha vontade de intervir civicamente justificam este impulso de querer contribuir para o debate das políticas públicas de futuro, que poderão ajudar a sustentar um sistema exequível e eficaz que proporcione mais saúde a mais pessoas.

Qual a melhor característica da saúde em Portugal? E a pior?

Como melhor, destaco a sua universalidade, sem prejuízo da excelência. Como pior, destaco o subfinanciamento que é agravado por ineficiências ainda não colmatadas.

Dê uma ideia concreta para aplicar na saúde.

A elaboração de um acordo nacional de regime entre os principais agentes políticos e setoriais sobre o modelo de gestão e de financiamento da saúde, a médio/longo prazo, no nosso país.