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"Precisamos de assegurar uma maior participação das pessoas (doentes e familiares) no processo de tomada de decisão"

Andreia Garcia escolheu o grupo Tecnologias, de forma a “conciliar o interesse académico com a área de atuação do grupo de trabalho”. A parte académica a que se refere é o doutoramento em Ciências da Comunicação. No ISCTE, a área de investigação a que se dedica é a de tecnologias de informação em saúde e por isso não restam dúvidas da interligação entre os dois mundos.

O que a fez querer participar neste projeto?

Este projeto é uma oportunidade de contribuir positivamente para uma mudança no sector da saúde.

Em que medida a sua experiência pessoal é uma mais-valia para o Health Parliament?

Como especialista de comunicação em saúde, espero proporcionar uma maior visibilidade pública aos principais temas em debate nesta iniciativa, por forma a informar e influenciar os comportamentos e as decisões da comunidade e do poder político no sentido da implementação das recomendações que vão surgir dos grupos de trabalho, e assim contribuir para a melhoria do sector da saúde em Portugal.

Qual a melhor característica da saúde em Portugal? E a pior?

Como melhor característica, gostava de destacar a qualidade dos profissionais de saúde que prestam serviços médicos no SNS e a resiliência face às adversidades e realidade do sector.

O acesso aos cuidados de saúde fora dos grandes centros urbanos tem de ser melhorado. É necessário continuar a investir em hospitais novos, dotados de tecnologia atualizada (TAC, ressonância e ecografia, por exemplo), e na construção e requalificação de centros de saúde, devidamente equipados com médicos de família e exames médicos, que possam acelerar o diagnóstico precoce de várias doenças, como é o caso da DPOC, cujo despiste poderá ser realizado através de uma espirometria.

Dê uma ideia concreta para aplicar na saúde.

Precisamos de assegurar uma maior participação das pessoas (doentes e familiares) no processo de tomada de decisão. Para isso será necessário o investimento em programas de literacia em saúde, que garantam a tomada de decisões conscientes e informadas. Os espaços de atendimento das infraestruturas do SNS deveriam ser um ponto de partida, ao disponibilizar conteúdos atualizados, com linguagem acessível.