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"Sugiro pegar no último Plano Nacional de Saúde e implementá-lo"

Marta Salavisa viu o HPP como uma oportunidade de ser “atriz” participante na cena do SNS. Há 10 anos que a assessora de comunicação trabalha na área da saúde e no HPP pertence à comissão O Doente no Centro da Decisão. Para a saúde no país acredita ser só preciso cumprir o SNS

O que a fez querer participar neste projeto?


A possibilidade de fazer parte de um grupo que tem a oportunidade de contribuir - ou pelo menos tentar -, de forma concreta, para a melhoria do sistema de saúde português é irresistível.
Poder fazê-lo contando com uma estrutura de apoio consistente por parte da organização e com o envolvimento pessoal de figuras com o prestígio e o mérito dos curadores da iniciativa, levou-me a pensar que este grupo tinha sérias probabilidades de fazer algo significativo pela saúde dos portugueses. Como não participar?

Em que medida a sua experiência pessoal é uma mais-valia para o Health Parliament?

Espero trazer ao grupo o que tenho aprendido ao longo dos últimos 10 anos a trabalhar em comunicação e marketing na área da saúde, com organizações governamentais, indústria farmacêutica, associações de doentes, jornalistas, sociedades científicas e ordens profissionais.
A comunicação é uma ferramenta transversal a todos os contextos da saúde. Medeia a relação entre o profissional de saúde e o doente, o decisor político e o cidadão ou a comunidade científica e o regulador.

Penso que num grupo com os objetivos do HPP a comunicação terá que ter um papel de destaque, e sinto que isto é reconhecido por todos os colegas.

Qual a melhor característica da saúde em Portugal? E a pior?


A existência de um Serviço Nacional de Saúde de qualidade, acessível a todos os cidadãos, para mim é a melhor característica.
A pior característica da saúde em Portugal talvez seja a burocracia. O sistema de saúde é complexo e devem ser feitos esforços no sentido de o simplificar para o cidadão e para os profissionais.

Dê uma ideia concreta para aplicar na saúde.

Sugiro pegar no último Plano Nacional de Saúde e implementá-lo.

Foi pensado e construído pelos melhores técnicos e peritos, espelha a melhor evidência, envolveu a sociedade civil de forma participada, reúne consensos de todos os setores da sociedade portuguesa e é elogiado internacionalmente.

Falta talvez vontade política e liderança no terreno para o pôr em prática.