Notícias

“A saúde em Portugal está doente.” O aviso no arranque da 2ª edição do Health Parliament Portugal

Os desafios da saúde e o trabalho que a sociedade civil pode desempenhar para os ajudar a ultrapassar estiveram em destaque no pontapé de saída da nova edição do único parlamento inteiramente dedicado à saúde

15

“Era para estarmos em funções só um ano e estamos quase há dois”, lembrou, entre risos, Ana Castro. A presidente do Health Parliament Portugal aproveitou o lançamento da segunda edição, no Monsanto, do projeto que junta Expresso, Janssen, Microsoft e Universidade Nova para mostrar o trabalho feito e deixar um voto de confiança para o futuro.

Futuro que precisa de ser falado para enfrentar as grandes dificuldades que o sector da saúde enfrenta e cuja tendência é para se acentuarem. E, por isso, os presentes no Campus de Campolide da instituição de ensino para o arranque da nova edição não têm dúvidas em considerar que este fórum de discussão pode ser essencial para apresentar novos caminhos. Sobretudo numa altura em que “a saúde em Portugal está doente”, avisa José Fragata, vice-reitor da Universidade Nova de Lisboa.

A primeira edição reuniu 60 parlamentares divididos por seis comissões - das quais saíram 58 recomendações - e a segunda (que pode conhecer melhor AQUI) promete seguir em traços gerais os mesmos moldes que fizeram da primeira experiência um sucesso que chamou a atenção do ministério da saúde e dos principais atores do sector.

“Acreditamos que faz sentido lançar uma segunda edição”, aponta a diretora geral da Janssen, Filipa Mota e Costa, que destaca o papel do projeto como “uma boa via para a cidadania ativa.” E uma boa plataforma para “retirar o aspeto político” que tantas vezes “estraga as discussões”, algo que é claro na saúde, como defende o diretor do Expresso, João Vieira Pereira. Precisamos de consensos, quando “somos um dos países da Europa com mais população acima dos 65 anos.”

Na opinião do diretor executivo de tecnologia da Microsoft, André Azevedo, “é essencial trazermos pessoas novas que vão dar respostas a velhos problemas” e o Health Parliament surge como uma resposta direta a essa necessidade. Aos parlamentares da primeira edição que marcaram presença para receber diplomas pelo trabalho desenvolvido, pede por isso que “não deixem morrer as recomendações que ainda não foram concretizadas.” Sentimento partilhado pelos presentes e que Ana Castro reforçou: “Acho que este movimento não deve parar.”