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Comissão de Oncologia contribui para plano europeu contra o cancro

Os deputados de uma das seis comissões que compõem o Health Parliament Portugal deram o seu apoio ao Plano Europeu de Luta Contra o Cancro (Europe’s Beating Cancer Plan - EBCP) e esperam que seja um passo importante no combate a esta doença

Segundo a Organização Mundial de Saúde, entre 30 a 50% dos casos de cancro poderiam ser evitados. A pandemia veio acentuar a necessidade de melhorar todos estes pontos. Com o regresso do HPP, a comissão de oncologia retoma a fase de diagnóstico de problemas na oncologia em Portugal para produzir recomendações que acrescentem valor no percurso do doente oncológico. E a participação na luta também se faz a nível europeu.

A Comissão Europeia anunciou, no início deste ano, o Plano Europeu de Luta Contra o Cancro (Europe’s Beating Cancer Plan - EBCP). O objetivo é dar resposta a três grandes vertentes: prestação de cuidados oncológicos centrados nas pessoas, impacto do cancro nos sistemas de saúde e sociedade em geral, e desigualdades existentes por toda a Europa relativamente ao acesso a serviços oncológicos de alta qualidade. Desde a prevenção até à sobrevivência, incluindo a investigação e recolha de informação.

Até ao passado mês de maio, o EBCP esteve sob consulta pública e a comissão de oncologia do HPP deu o seu contributo, reconhecendo três áreas prioritárias de intervenção. São elas a prevenção, o tratamento e qualidade de vida de pessoas afetadas pelo cancro e, a investigação e recolha de dados.

O grupo de deputados reconhece a importância da educação e literacia em saúde e do papel fundamental dos cuidados de saúde primários na implementação de estratégias de suporte para a prevenção do cancro e execução de rastreios e diagnósticos precoces. No que concerne ao tratamento e qualidade de vida de pessoas afetadas pelo cancro, a aposta deve contemplar maior transparência e melhor acessibilidade a tratamentos e ensaios clínicos, no investimento nos Cuidados Paliativos e numa cultura que reconheça mais o valor.

A Comissão considera, também, essencial a disponibilização de equipas multidisciplinares e cuidados de suporte durante toda a trajetória da doença. Não obstante, ao mesmo tempo que melhoramos a sobrevivência ao cancro, há que melhorar o apoio dado aos sobreviventes.

Também o investimento nos dados e na investigação é crucial para melhor responder às necessidades das pessoas afetadas pelo cancro e dos sistemas de saúde. Urge melhorar a recolha dos dados, de forma transparente e de fácil disponibilização, e que permita analisar resultados e implementar um sistema que olhe mais para os resultados e ofereça melhores condições de vida aos doentes.